Raramente algo acontecia nas horas que circulavam em tordo das tardes de todos os dias. Era tudo um tanto monótono, porém um dia não tão diferente dos outros, não chovia, o céu estava azul e o vento trazia aquela brisa de verão, era alta estação! Balançava os galhos das arvores, que arrancavam algumas folhas, que ora uma aproveitou a brisa para desprendesse daquela arvore que lhe parecia uma prisão.
Mas dessa arvore não caia somente folhas, dela caiu uma surpresa, na verdade foi um tanto de audácia da parte dessa folha ter caído, e justamente em terreno vizinho. O medo e a angustia lhe dominava, pois tudo ali era novo, foi quando ela percebeu uma semelhança, algo em comum, nesse mesmo local havia um pequeno galho cuja da mesma arvore também ora havia caio. Ele estava ali solitário, procurando algo que ocupasse seu tempo, foi quando que também avistou aquela folha, sabia que ela era acabará de pousar ali, pois sua cor ainda brilhava e destacava entre as outras folhas, que se encontravam-se secas.
O primeiro contato foi bastante arriscado, numa forma de fazer que ela não percebesse que o galho queria conversa. Ela retrucou o contado, e foi nesse momento que ele percebeu um caminho ate ela, começou a puxar assunto, os mais diferentes possíveis, na tentativa de um agrado recíproco, que acabou conquistando-a pela sua sutileza e carisma.
Assim foi durante alguns dias as tardes não mais pareciam como aquelas antigamente, havia algo há fazer, havia com quem se divertir. Ela já havia perdido o medo de estar ali e ele já encontrará uma companhia para suas tardes. O tempo foi passando, e aquela brisa foi pegando força, na verdade eram avisos de que mais tarde a próxima estação estaria chegando. Outono. Foi quando perceberam que essa brisa que antes os uniram poderia separá-los. Numa reação de desespero o galho preocupado em perder a folha que trazia felicidade, com toda sua força estendeu-lhe uma ramificação até o pecíolo da folha, e num piscar os dois estavam unidos, com a intenção de proteção de ambos os lados. Mais essa união perdurou por mais alguns dias, ate que o vento soprou mais forte naquela tarde, e um vôo rasante os fez sentirem ainda mais a felicidade que os uniam, novamente o vento soprou, ainda mais forte, e na preocupação de caírem e se separarem, a folha tenta guiá-los, foi quando perceberam a arvore, e numa decisão remota partiram ao encontro de suas origens.

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